Rural

Publicada em 22/02/17 às 18:37h
Alternativas para produção em terras baixas são apresentadas em Dia de Campo Embrapa/Irga

Rádio Difusora - Bagé RS


 (Foto: Fernando Gross)
Com a participação de cerca de 150 pessoas, foi realizada nesta quarta-feira (22/02) mais uma edição do Dia de Campo Regional do convênio Embrapa/Irga, nos campos experimentais da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé. Em nove estações foram apresentadas alternativas econômicas e novas tecnologias para a utilização das terras baixas, possibilitando ao produtor um melhor aproveitamento destas áreas.

Os resultados apresentados são decorrentes de trabalhos e pesquisas desenvolvidos por meio de um convênio entre a Embrapa e Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga). O evento contou com patrocínio das empresas Delta Plastics e Syngenta e apoio da Associação e Sindicato Rural de Bagé.

A Embrapa Pecuária Sul apresentou em duas estações assuntos referentes ao uso de terras baixas e altas. Em uma das estações, cujo tema preponderante era a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em terras altas, o pesquisador Gustavo Trentin e o analista Marcelo Pilon discutiram a influência da época de dessecação da pastagem em sistemas de ILP. Para tanto, foram feitos experimentos com quatro distintos tratamentos: dessecação 30 dias antes do plantio e no dia do plantio; introdução de adubação na pastagem de inverno e outra área com ausência de adubação neste mesmo período. O objetivo foi avaliar a variação da umidade no solo após a dessecação.

Em outra estação, a Embrapa Pecuária Sul apresentou um experimento voltado para produção animal em terra baixas, com a estratégia de utilização de forrageiras de inverno e de verão em sucessão. Conduzido pela pesquisadora Márcia Silveira, no trabalho foram utilizadas as forrageiras azevem no inverno e capim-sudão no inverno, consorciadas com as leguminosas trevo-branco e cornichão. Segundo a pesquisadora, um dos objetivos foi verificar o comportamento das leguminosas na transição das culturas de inverno para verão, possibilitando assim diminuir o espaço de vazio forrageiro.

 Na vitrine tecnológica do Irga estavam presentes diversas cultivares orizícolas, fruto do programa de melhoramento genético implementado há mais de 50 anos pelo instituto. Os destaques trazidos, segundo o melhorista Daniel Woldow, além da Irga 424 RI ou CL (cultivar mais produtiva do Instituto), eram as cultivares lançadas em 2013, a Irga 417 (precoce e referência em qualidade), Irga 429 (lançada para o sistema pré-germinado, possui qualidade de grão e produtividade próxima ao 424) e Irga 430 (alta produtividade e resistência a bruzone). Foram apresentadas ao público, também, as linhagens promissoras em ensaios de rendimento, como o caso da FL04489. Segundo os pesquisadores do Irga, esta variedade possui ciclo médio e produtividade acima do 424, além de resistência a bruzone e qualidade de grãos próximo ao 417.

Outro aspecto enfocado pelo Irga foi abordar as previsões climáticas, diante da época de colheita que se aproxima. De acordo com o prognóstico da pesquisadora Jossana Cera, a tendência é que as chuvas e temperaturas fiquem dentro da média para o período da colheita.

Outra novidade mostrada no Dia de Campo foi a cultivar de soja BRS 6203RR apresentada pela Embrapa Trigo. Segundo o analista da Embrapa Marcelo Klein, a cultivar tem apresentado bons resultados na metade sul, tanto em terras altas como baixas. Segundo ele, em experimentos realizados na região, a produtividade da cultivar chegou a 60 sacas de soja por hectare. O lançamento oficial da cultivar acontece ainda no mês de março e já haverá sementes para a próxima safra.



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